sábado, 27 de maio de 2017

Pessoas... (Seres...)

Adulto (A): Sabe, existe uma coisa chamada empatia, em poucas palavras, é o mesmo que reconhecer-se no outro.

     Quando tive uma grávida na família, vi todas as outras grávidas ao meu redor. E assim foi com a cerveja, o cigarro, a roupa de surf, o tênis de skate, etc.

     O mesmo ocorre nas relações. Observe seus amigos, por exemplo, possuem geralmente a mesma classe social, escola, bairro, infância, nível intelectual, família, etc. Ou seja, as relações estão fundamentadas num senso de pertencimento. Ou o inverso, tratando de relações antagônicas.

     Os níveis do pensamento, emoção e sentimento originam-se, pelo menos em tese (não cabe desdobrar esse assunto agora), no indivíduo.

     Eles compõem o que chamaremos nível de ação.

     Uma emoção vem sempre carregada de um sentimento.

     Eis uma premissa que acompanha a tese da unicidade da experiência do indivíduo.

     Já que a mesma emoção ou sentimento ou conjunto (composto de emoção e sentimento), jamais se apresenta na mesma forma para dois ou mais indivíduos, dado que tem como plano de fundo a experiência do indivíduo.

     Esta experiência do indivíduo, está condicionada ao direito inalienável de livre-arbítrio.

     Em suma, o exercício do livre-arbítrio surge, tendo invariavelmente, como fato gerador: uma escolha anterior e uma consequência posterior; já que acompanha uma mudança no nível da ação ou do pensamento, ou até mesmo uma estagnação.

     As matérias-primas do pensamento são: emoção, sentimento, experiência e o próprio pensamento na experiência adquirida até então.

     Desenha-se esse contexto então, buscando entendimento de que as pessoas podem agir, pensar, sentir e experimentar numa mesma direção; mas jamais na mesma forma.

     Compreende-se então todo o emaranhado e complexidade das interações do pensar, sentir e querer de cada ser.

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